ESBOÇO EBD | LIÇÃO 01 – O CHAMADO PARA OS GENTIOS | 3° TRIMESTRE DE 2026
LIÇÃO 01 – O CHAMADO PARA OS GENTIOS – At 13.1-12
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I. INTROITO
“Quando a Igreja deixa de ouvir o Espírito, a missão se reduz a atividades, quando ouve o Espírito, a missão se torna um movimento de Deus.”
Atividade x Movimento
- Atividade
- É produzida pelo esforço humano;
- Preocupa-se com tarefas;
- Mantém pessoas ocupadas;
- Pode existir sem oração;
- Gera agenda;
- Produz eventos;
- Mede quantidade;
- Depende de recursos humanos;
- Trabalha para Deus;
- Movimento
- É produzida pela direção e capacitação do Espírito Santo;
- Preocupa-se com propósito;
- Move pessoas em direção ao propósito de Deus;
- Nasce da oração e da dependência de Deus;
- Gera transformação;
- Produz discípulos;
- Mede impacto espiritual;
- Depende do poder do Espírito Santo;
- Trabalha com Deus;
Eixo progressivo
- Chamado – Separação – Envio – Oposição – Conversão – Consolidação da missão
- A promessa de Atos 1.8 – A resistência cultural da Igreja Primitiva – Antioquia como centro missionário – O chamado de Barnabé e Saulo – O envio aos gentios – O início da expansão universal do Evangelho.
Tema Nuclear
- A evangelização dos gentios foi um movimento soberano do Espírito Santo que transformou uma igreja local em uma comunidade enviadora para as nações;
1.1. Premissas iniciais
- A missão é, antes de tudo, um propósito eterno de Deus
- Is 49.6 “Disse mais: Pouco é que sejas o meu servo, para restaurares as tribos de Jacó e tornares a trazer os guardados de Israel; também te dei para luz dos gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da terra.”;
- O Espírito Santo é o agente da expansão da Igreja
- At. 1.8 “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra.”;
- Nenhuma barreira étnica ou cultural pode limitar o alcance do Evangelho
- Mt 28.19 “Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”;
- Ap 7.9 “Depois destas coisas, olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos”;
- A igreja local é instrumento do envio missionário
- At 13.2-3 “E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. Então, jejuando, e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram.”;
1.2. O chamado do apóstolo Paulo para evangelizar os povos não judeus (gentios)
- Pedro é a personagem da primeira parte do livro de Atos, sendo o primeiro judeu a pregar para os gentios
- Gl 2.7-8 “antes, pelo contrário, quando viram que o evangelho da incircuncisão me estava confiado, como a Pedro o da circuncisão (porque aquele que operou eficazmente em Pedro para o apostolado da circuncisão, esse operou também em mim com eficácia para com os gentios)”;
- Mas a principal personagem da segunda parte do livro de Atos, foi Paulo
- 1Tm 2.7 “Para o que (digo a verdade em Cristo, não minto) fui constituído pregador, e apóstolo, e doutor dos gentios, na fé e na verdade.”;
- O próprio Jesus explicita a missão de Paulo aos gentios
- At. 26.16-18 “[…] porque te apareci por isto, para te pôr por ministro e testemunha tanto das coisas que tens visto como daquelas pelas quais te aparecerei ainda, livrando-te deste povo e dos gentios, a quem agora te envio, para lhes abrires os olhos e das trevas os converteres à luz e do poder de Satanás a Deus, […]”.
II. ANTIOQUIA – O BERÇO DA MISSÃO GENTÍLICA (At 11.19-26; 13.1)
2.1. Deus escolhe lugares improváveis para realizar grandes propósitos
- Antioquia da Síria era a terceira maior cidade do Império Romano;
- Atrás apenas de Roma e Alexandria;
- Era um grande centro:
- político;
- econômico;
- cultural;
- religioso;
- Possuía enorme diversidade étnica:
- gregos;
- romanos;
- sírios;
- judeus;
- orientais;
- Era uma cidade marcada pelo paganismo e pela pluralidade religiosa;
- Mas Deus decidiu fazer dali o maior centro missionário do cristianismo primitivo
- Ele as vezes escolhe ambientes antagônicos para manifestar sua graça e seu poder;
2.2. A Igreja nasce da iniciativa de crentes anônimos
- Não foram os apóstolos;
- Não foi uma grande estrutura;
- Não foi uma organização eclesiástica;
- Foram discípulos comuns, movidos pelo Espírito
- At. 11.20 “E havia entre eles alguns varões de Chipre e de Cirene, os quais, entrando em Antioquia, falaram aos gregos, anunciando o Senhor Jesus.”;
- O avanço do Reino de Deus depende de crentes dispostos a obedecer ao chamado;
2.3. A Igreja de Antioquia era uma comunidade transcultural
- Foi em Antioquia que os discípulos foram chamados pela primeira vez de cristãos
- At. 11.26 “E sucedeu que todo um ano se reuniram naquela igreja e ensinaram muita gente. Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos.”;
- A identidade deles não estava:
- na etnia;
- na cultura;
- na nacionalidade;
- na tradição religiosa;
- Sua identidade estava em Cristo;
- O Evangelho não destrói culturas, mas submete todas elas ao senhorio de Cristo.
III. UMA IGREJA QUE OUVE O ESPÍRITO (At 13.1-3)
3.1. Uma liderança diversa, porém unida
- At 13.1 nos apresenta cinco líderes:
- Barnabé – Judeu de Chipre;
- Simeão, chamado Níger – Provavelmente africano;
- Lúcio de Cirene – Natural do norte da África (atual Líbia);
- Manaém – Criado na corte de Herodes Antipas;
- Saulo – Fariseu formado aos pés de Gamaliel;
- Homens de:
- Culturas distintas;
- Classes sociais distintas;
- Histórias distintas;
- Mas unidos pelo Santo Evangelho;
- O Espírito Santo une aquilo que o mundo separa;
3.2. O nascimento da missão pela adoração
- Antes de serem missionários, eles eram adoradores
- At. 13.2 “E, servindo eles ao Senhor e jejuando, […]”;
- Repare que antes de irem ao mundo, estavam diante de Deus;
- Toda missão que não nasce da adoração corre o risco de se tornar ativismo religioso;
- A obra missionária nasce:
- em oração;
- em jejum;
- em consagração;
- Missões são fruto de intimidade com Deus;
- Quanto maior a missão, maior deve ser a dependência do Espírito;
3.3. O Espírito Santo ainda fala à Igreja
- Vejamos que a missão começa com uma ordem divina;
- A iniciativa é do Espírito Santo
- At. 13.2 “[…] disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado.”;
- A Igreja não cria sua própria missão;
- A manifestação de Cristo foi planejada antes dos tempos
- 1Pe 1.20 “o qual, na verdade, em outro tempo, foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado, nestes últimos tempos, por amor de vós”;
- A Igreja descobre a missão que Deus já estabeleceu
- Ef 1.4 “como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor”;
- Fato é que uma igreja cheia do Espírito não só trabalha para Deus, ela manifesta suas virtudes e aprende a ouvir o próprio Deus.
IV. A SEPARAÇÃO DE BARNABÉ E SAULO (At 13.2-3; 13.6-12)
4.1. Deus pede o seu melhor e não o só o seu possível
- Deus não nos chama a oferecer apenas o que é possível ou conveniente, mas o nosso melhor;
- Antioquia enviou seus dois maiores líderes
- Não enviou os excedentes;
- Não enviou os que sobravam;
- Entregou o que possuía de melhor;
- Dessemelhanças entre o possível e fazer o melhor
- Fazer o possível é oferecer aquilo que conseguimos sem muito esforço ou com reservas, sem renúncia ou sem sair da zona de conforto;
- Fazer o melhor é empregar todas as nossas forças, dons, talentos, tempo e recursos para honrar a Deus
- A Bíblia não nos chama à mediocridade espiritual, mas, à excelência na nossa devoção
- Ml 1.8 “Porque, quando trazeis animal cego para o sacrificardes, não faz mal! E, quando ofereceis o coxo ou o enfermo, não faz mal! Ora, apresenta-o ao teu príncipe; terá ele agrado em ti? Ou aceitará ele a tua pessoa? – diz o Senhor dos Exércitos.”;
- Igrejas verdadeiramente missionárias oferecem ao Reino de Deus o seu melhor
4.2. A imposição de mãos e o envio
- A imposição de mãos
- At. 13.3 “Então, jejuando, e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram.”;
- Repare que a imposição de mãos não transmitiu unção, ela:
- reconheceu o chamado;
- confirmou publicamente a vocação;
- vinculou os missionários à igreja enviadora;
- A missão possui dimensão comunitária;
4.3. Toda obra missionária encontrará resistência
- A resistência é certa
- At. 13.8 “Mas resistia-lhes Elimas, o encantador (porque assim se interpreta o seu nome), procurando apartar da fé o procônsul.”;
- Elimas representa:
- o engano;
- a oposição espiritual;
- a tentativa de impedir a propagação do Evangelho;
- Sendo certo que onde Deus abre portas, o inimigo tenta levantar obstáculos;
- E mais certo ainda que o Evangelho é mais poderoso que as trevas
- At. 13.9-11 “[…] Paulo, cheio do Espírito Santo e fixando os olhos nele, disse: Ó filho do diabo, cheio de todo o engano e de toda a malícia, inimigo de toda a justiça, não cessarás de perturbar os retos caminhos do Senhor? Eis aí, pois, agora, contra ti a mão do Senhor, e ficarás cego, sem ver o sol por algum tempo. […]”;
- E não menos certo que o resultado:
- o poder de Deus é manifestado;
- a mentira é exposta;
- Sérgio Paulo crê;
- A autoridade da Igreja não está em seus recursos humanos, mas no poder do Espírito Santo de Deus.
V. SÍNTESE
- A Igreja dos Gentios nasceu quando uma comunidade local, cheia do Espírito Santo, decidiu obedecer à voz do Eterno;
- Antioquia nos ensina que:
- a missão nasce na adoração;
- o chamado reclama renúncia;
- o Evangelho ultrapassa fronteiras;
- o Espírito Santo continua dirigindo sua Igreja;
- e o Reino de Deus avança por meio de discípulos dispostos a dizer como disse o profeta Isaías (Is 6.8) “[…] Então, disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim.”;
- Sendo certo que o Evangelho alcança todas as classes sociais
- O primeiro convertido da viagem missionária é um procônsul romano;
- Deus alcança:
- pobres;
- ricos;
- governantes;
- intelectuais;
- Não existe pessoa inalcançável para a graça de Deus;
- Precisamos compreender que missões não são um departamento da Igreja, são sua própria identidade;
- Precisamos vencer barreiras culturais, sociais e ideológicas para anunciar o Evangelho;
- Precisamos entender que a missão continua
- “A Igreja não tem missões, a missão é que tem uma Igreja” – Christopher Wright
REFERÊNCIAS
- BÍBLIA SAGRADA. Almeida Revista e Corrigida.
- BÍBLIA DE ESTUDO JUDAICA. São Paulo: Vida.
- BÍBLIA DE ESTUDO. Rio de Janeiro: CPAD.
- KEENER, Craig S. Atos: Comentário Histórico-Cultural da Bíblia. São Paulo: Vida Nova.
- KEENER, Craig S. Comentário Exegético de Atos dos Apóstolos – Volume 2: Atos 3.1–14.28. Rio de Janeiro: CPAD.
- KEENER, Craig S. Entre a História e o Espírito: O Testemunho Apostólico do Livro de Atos. Rio de Janeiro: CPAD.
- PEARLMAN, Myer. Atos: A Igreja Primitiva na Força e na Unção do Espírito. Rio de Janeiro: CPAD.
- HENRY, Matthew. Comentário Bíblico Matthew Henry.
- Comentário Bíblico Beacon – Atos.
- Comentário Bíblico Moody – Atos.
- CHAMPLIN, R. N. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo: Atos dos Apóstolos. São Paulo: Hagnos.
- GABY, Wagner. Lições Bíblicas Adultos – 3º Trimestre de 2026.
- CPAD. Lições Bíblicas Adultos – Professor. 3º Trimestre de 2026.
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