ESBOÇO EBD | LIÇÃO 07 – A OBRA DO FILHO | 1° TRIMESTRE DE 2026
LIÇÃO 07 – A OBRA DO FILHO – Fp 2.5-11; Hb 9.24-28
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I. INTROITO
“Desde o Éden até a eternidade, a história da redenção é a história do Filho, vejamos:
- prometido na queda,
- encarnado na plenitude dos tempos,
- crucificado por nossos pecados,
- ressuscitado para nossa justificação e,
- vivo para nos conduzir à glória.”
Eixo bíblico-progressivo da lição
- Promessa anunciada → Presença encarnada → Obediência perfeita → Cruz substitutiva → Ressurreição vitoriosa → Intercessão permanente → Reino consumado
Tema Nuclear
- O Filho executa, na história, o plano eterno da redenção;
- Sua obra envolve encarnação, expiação, ressurreição e intercessão;
- A obra do Filho exige resposta prática – fé, confissão e perseverança.
1.1. Premissas iniciais
- Qual é a obra do Filho?
- Jo 4.34 “Jesus disse-lhes: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra.”;
- Jo 17.4 “Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer.”;
- O Filho é enviado pelo Pai
- 1Jo 4.14 “e vimos, e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo.”;
- O Filho é ungido pelo Espírito Santo
- At 10.38 “como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele.”;
- A essência dessa obra é a redenção/salvação
- Ef 1.7 “Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça”;
- Rm 3.24 “sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus”
1.2. Como a salvação é executada pelo Filho?
- Pela encarnação – Sacrificador/Apóstolo/Sumo sacerdote (Vide ponto 3.2 do esboço LIÇÃO 03 – O PAI ENVIOU O FILHO sobre a kenosis – esvaziamento)
- Fp 2.7 “Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens“;
- Pelo sacrifício substituto perfeito – Inocente/Vítima/Cordeiro
- Jo 1.29 “No dia seguinte, João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.”;
- Pelo acesso restaurado ao Pai – O véu foi rasgado – O véu não simbolizava o pecado, mas a separação causada pelo pecado
- Mt 27.51 “E eis que o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo; e tremeu a terra, e fenderam-se as pedras.”;
- Hb 10.19-21 “Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no Santuário, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne, e tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus”;
- Is 59.2 “Mas as vossas iniquidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus, e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça.”.
II. A OBRA DO FILHO À LUZ DA REVELAÇÃO PROGRESSIVA
2.1. A promessa que antecede a cruz
- A obra do Filho não começa em Belém nem no Calvário. Ela está anunciada desde o início da história humana
- Gn 3.15 “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.”;
- Aqui repousa o embrião da obra salvífica:
- Um descendente;
- Um conflito;
- Uma ferida;
- Uma vitória.
- A Bíblia inteira caminha nessa direção;
- A salvação não é improviso;
- Deus nunca foi surpreendido pelo pecado;
- Nossa vida também não está fora do plano soberano de Deus.
2.2. A Encarnação, o início histórico da Obra
- O Verbo que assume a nossa condição
- Jo 1.14 “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.”;
- A obra do Filho começa com a encarnação;
- Não foi:
- Aparência (contra o docetismo);
- Simbolismo;
- Ilustração;
- Mas foi:
- Assunção real da natureza humana;
- Entrada na história;
- Solidariedade com o homem;
- O Deus que prometeu no Éden, agora entra na história
- Gl 4.4 “mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei”;
- Cristo conhece nossas dores;
- Ele viveu tentações, mas sem pecar
- Hb 4.15 “Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.”;
- Nossa obediência hoje é possível porque Ele viveu como homem sem pecar
III. A OBRA CENTRAL – MORTE VICÁRIA E EXPIAÇÃO – INTERCESSÃO E SANTIFICAÇÃO
3.1. A justiça cumprida
- A obra do Filho não foi apenas ensinar ou curar
- Rm 6.23 “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor.”;
- Mt 3.15 “Jesus, porém, respondendo, disse-lhe: Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça. […]”;
- Foi morrer
- Is 53.6 “Todos nós andamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos.“;
- 1Pe 2.24 “levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados.”;
- O sistema sacrificial do AT apontava para isso;
- O cordeiro pascal prefigurava Cristo (Êx 12);
- O Dia da Expiação (Lv 16) antecipava a cruz;
- Cristo é:
- O Sacerdote;
- O inocente;
- O Altar;
- Não há evangelho sem cruz;
- Não há salvação sem substituição;
- Não há vida em Cristo sem arrependimento e fé.
3.2. A vitória sobre a morte
- A ressurreição não é detalhe apologético, é um selo divino
- Rm 1.4 “declarado Filho de Deus em poder, segundo o Espírito de santificação, pela ressurreição dos mortos, – Jesus Cristo, nosso Senhor”;
- 1Co 15.17 “E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados.”;
- A ressurreição confirma:
- Que o sacrifício foi aceito;
- Que a justiça foi satisfeita;
- Que o Filho venceu;
- Nossa fé repousa em um Cristo vivo;
- O cristianismo não é memória, é comunhão com o Ressurreto;
- A esperança do crente é concreta e futura
3.3. O Filho que intercede
- O sacerdócio de Melquisedeque era figura do sacerdócio eterno de Cristo (Hb 7)
- Hb 7.25 “Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles.”;
- A obra do Filho não terminou na cruz
- Rm 8.34 “Quem os condenará? Pois é Cristo quem morreu ou, antes, quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós.”;
- Ela continua no céu:
- Santifica a Igreja
- Ef 5.26 “para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra”;
- Sustenta os crentes;
- Intercede como mediador
- 1Tm 2.5 “Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem“;
- Santifica a Igreja
- Oramos ao Pai em nome de Jesus
- Jo 14.13-14 “E tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei.”;
- Nossa segurança não depende da nossa força;
- A perseverança do crente está ancorada na intercessão de Cristo.
IV. A OBRA FUTURA – CONSUMAÇÃO
4.1. A obra do Filho caminha para sua culminação
- 1Co 15.28 “E, quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então, também o mesmo Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos.”;
- Dessa forma, Ele:
- Arrebatará a Igreja;
- Julgará vivos e mortos;
- Estabelecerá plenamente o Reino;
- A promessa do Éden termina na restauração final;
- A história é cristocêntrica;
- O Filho executa o plano até sua plena consumação;
- Vivemos em expectativa;
- A santidade hoje é preparação para o encontro com Ele;
- A esperança escatológica molda nossa ética diária.
V. SÍNTESE
- A obra do Filho é:
- Prometida no início;
- Revelada progressivamente;
- Executada na cruz;
- Confirmada na ressurreição;
- Aplicada na intercessão;
- Consumada na eternidade.
- Jesus não veio apenas ensinar o caminho, Ele é o Caminho
- Jo 17.3 “E a vida eterna é esta: que conheçam a ti só por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste.”;
- Jo 14.6 “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.”
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